BOLSONARO LAMENTA QUE MILITAR PRESO COM DROGAS NÃO TENHA SIDO PRESO NA INDONÉSIA PARA TER SIDO FUZILADO

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Durante entrevista coletiva na cúpula do G20, no Japão, o presidente Jair Bolsonaro disse no sábado (29, no horário local) que “lamenta” que o sargento da Força Aérea (FAB) encontrado com 39 quilos de cocaína não tenha sido detido Indonésia, onde o crime de tráfico de drogas é punido com pena de morte.

O sargento da FAB integrava uma comitiva de 21 militares que partiu de Brasília com destino a Tóquio, no Japão, e fez escala no aeroporto de Sevilha, no sul da Espanha. O avião dava suporte à comitiva do presidente da República.

“Aquele elemento traiu a confiança. Pena que não foi na Indonésia, para ter o mesmo destino que o Archer teve no passado”, afirmou, em referência ao brasileiro Marcelo Archer, executado por fuzilamento na Indonésia em 2015.

O instrutor de voo livre havia sido preso em 2004, ao tentar entrar no país asiático com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta.

A detenção do militar brasileiro ocorreu na última quarta (26) durante um controle aduaneiro de rotina em solo espanhol. O avião da FAB é um modelo Embraer 190, do Grupo Especial de Transporte da FAB.

Bolsonaro destacou que, no caso do avião presidencial, todas as bagagens são amplamente revistadas, inclusive as do presidente da República.

“Até para evitar que coloquem algo aí. Pode ser droga, mas poderia ser uma bomba”, disse.

Segundo o presidente, o sargento se aproveitou do fato de ser um dos comissários de bordo do avião da FAB para chegar muito antes do embarque e inserir a cocaína no avião.

De acordo com a Guarda Civil, força da polícia espanhola responsável pelo controle aduaneiro, a droga estava dividida em 37 pacotes dentro da bagagem de mão do militar M. S. R., 38 anos, casado. Ele é segundo-sargento da Aeronáutica.