ARTIGO NA REVISTA VEJA E RECONHECIMENTO DA OMS SOBRE DIAS D’ÁVILA GERA DISCUSSÃO NOS DIASDAVILENSES

Um pequeno artigo da Revista Veja divulgada no dia 5 de maio, que cita o nome de Dias d’Ávila como “a cidade menos poluída” vem sendo pauta de discussão nas redes sociais, nas ruas e chegou até a plenária da câmara de vereadores do dia 9 de maio da “Cidade das Águas”.

 

Segundo o pequenino artigo, a cidade de Dias d’Ávila seria a segunda melhor cidade baiana com qualidade e a terceira no ranking mundial.

 

O artigo enaltece a cidade e eleva os diasdavilenses a um patamar de reconhecimento em toda a Bahia e em todo o Brasil – extrapolando fronteiras aos demais países. Só que a repercussão não foi boa aos olhos do próprio povo homenageado.

 

Devido a constante poluição do ar com mau cheiro que atinge a cidade em épocas de chuvas ou, mesmo em dias normais durante a noite madrugada; além da qualidade das frutas que aqui nascem em quintais diasdavilense já estragadas; além da qualidade da água de nossos mananciais que nem estão mais limpas; bem como a redução drástica das águas de nossas lagoas (sem falar que as redes de tratamento de esgoto da cidade não existe e o referido esgoto é despejada nos rios) – a qualidade de vida por aqui, segundo a opinião detectado nas redes sociais é contrária, e não condiz com o referido título dado pela OMS e descrito pelo Revista Veja de “melhor de se viver”.

 

Isso tudo acima, sem falar na aproximação com o Polo Petroquímico de Camaçari, que segundo dizem as pessoas da cidade, além de seriamente perigoso seria um estopim em caso de um incidente com vazamento de gases tóxicos entre outros desastres que por ventura possa acontecer. Pois a cidade não possui, ao conhecimento do povo, rotas de evacuação e nem sinalização para esta retirada, de modo que o povo possa sair da cidade nestes casos sem promover um caos. Esse sistema de evacuação da cidade é deficitário – pois não existe na cidade alarmes e nem uma maneira confiável de comunicação com o povo para avisar sobre incidentes e retirada.

 

Embora todos estes percalços exista – o título deveria ter sido de agrado a todos. Mas a população não ficou satisfeita. Na Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Dias d’Ávila a referida pontuação feita pela Revista Veja foi lembrada e discutida por alguns breves minutos – lembrando alguns vereadores que o título deveria ser enaltecido e que deveria ser uma grande honra para a cidade.

 

Não resta dúvida que a cidade tem a melhor água mineral envasada na Bahia e que a cidade tem muitas empresas de envasamento e comércio desta água. Mas vale lembrar que esta água das empresas é do aquífero (que fica submerso). Sobre a água dos mananciais que cortam a cidade, a Prefeitura na gestão de Jussara Márcia (PT) tem feito um empenho muito grande para requalificar e recuperar os rios locais – mas que ainda não acabou estas obras para que a cidade possa usufruir das benfeitorias.

 

Quando o artigo fala em melhores mananciais e a melhor água – o povo acredita que o título seria uma homenagem atrasada do que um dia foi Dias d’Ávila. Com os mananciais que atraiam turistas e com o balneário – que, ambos, não existem mais – há muito tempo.