POLICIAIS NÃO ENTRAM EM GREVE E DÃO UM MÊS PARA GOVERNADOR ATENDER REIVINDICAÇÕES

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[ Após assembleia, policiais militares decidem não entrar em greve ]
Cerca de 3,5 mil policiais militares e bombeiros fizeram uma carreata em protesto contra o governo estadual no início da noite de 11 de setembro, em algumas vias de Salvador. A manifestação, que aconteceu depois de uma assembleia, durou pouco mais de uma hora e provocou engarrafamento.

Os agentes saíram do Clube Adelba (atrás do Shopping Paralela), passaram pelo viaduto Orlando Gomes, alcançaram a Avenida Paralela, entraram no Centro Administrativo da Bahia (CAB), quando pararam na Governadoria para solicitar que o governador dialogasse com a categoria.

Os policiais, liderados pelo coordenador-geral da Associação de Policiais Militares e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra), Marco Prisco, reivindicam melhorias no Planserv, reforma no estatuto da categoria, ganho de taxa de periculosidade, plano de carreira, além de cumprimentos de ordens judiciais que determinam acréscimos de valores aos salários dos agentes.


Eles ainda solicitam que um acordo que teria sido firmado com o então governador Jaques Wagner, em 2014, seja cumprido. Dentre os pontos solicitados estão um novo Código de Ética, além de revisão de processos administrativos e disciplinares referentes à greve de 2012. Outros pontos como auxílio-alimentação, auxílio-funeral e auxílio-fardamento para alunos em formação também são solicitados.
“Nós estamos reivindicando reajuste salarial porque o nosso salário está congelado há pelo menos cinco anos. O governo ainda não paga insalubridade e periculosidade. Há uma lei que determina que isso seja pago há 15 anos e, mesmo assim, isso não foi feito. Inclusive, já assinamos dois acordos com o governador e isso não foi cumprido”, destacou Marco Prisco.

O coordenador-geral acusou o sistema de Recursos Humanos da polícia militar de estar “roubando a categoria” por ter lançado seguintes “erros nos salários” desde janeiro deste ano. 
“Além das ordens judiciais, que o governo não cumpre nenhuma, hora extra, correção salarial, nada disso é aplicado, porque existe um parecer da PGE (Procuradoria-Geral da República) para que o governo não cumpra e não dê dinheiro para os policiais, para que isso não afete o valor da aposentadoria”, acrescentou Prisco. 

O coordenador-geral da Aspra não descartou a possibilidade de fazer mais uma greve no estado, assim como ocorreu em 2012 e 2014. Ele destacou que a categoria já conversa sobre a possibilidade durante as assembleias mas busca diálogo com o governo.
“A possibilidade não está descartada, mas não é de interesse nosso. Tanto que fizemos uma caminhada pacífica. Nós queremos que o governador converse, sente para dialogar. Estamos esperando que ele seja aquilo que ele diz que é: um democrata. Que ele chame a categoria para dialogar. Ele só não pode esperar acontecer o pior (greve) e dizer que a culpa é nossa depois. Nós tentamos esse diálogo com ele desde 2014”, ressaltou.

O representante da categoria ainda destacou que existe uma grande taxa de suicídios de policiais, além de agentes com ansiedade e depressão. Ele atribui isso às “condições péssimas de trabalho”. 
“O governador está jogando a nossa corporação no abismo. A violência na Bahia só aumenta, e qual é o motivo disso? Como vamos trabalhar sem condições? Sem equipamentos? Até a gasolina tem cota para os policiais, só temos 40 reais para trabalhar durante o dia. Só ganhamos valor de refeição de 12 reais no serviço de 24 horas. Não temos condições para trabalhar, fora o Planserv que está descontando um valor absurdo e a cada dia fica pior”, declarou. 
O CORREIO pediu um posicionamento da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e da Secretaria de Comunicação (Secom) e ambas afirmaram que não irão se posicionar sobre o assunto.
Uma nova assembleia da categoria foi marcada para o próximo dia 11 de setembro, data limite dada pelos policiais e bombeiros para uma resposta do governador.

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Fonte – Correio 24 hs