19 de junho de 2024

DIAS D'ÁVILA ACONTECE

14 ANOS FAZENDO A NOTÍCIA DE SUA CIDADE

EDITORIAL: O POVO E O PREÇO DA PIZZA

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                A cada dia que passa a “coisa” desanda mais ainda.

                Parece que os nossos políticos lá no planalto estão brincando com o povo. E parece que eles não acreditam mais nas manifestações que o povo possa vir a fazer em repúdio às asneiras que eles andam promovendo. A roubalheira é geral. Tem dinheiro saindo pelos dutos de toda Brasília – e nem a Polícia Federal, nem o Ministério Público e nem a imprensa consegue detectar e mostrar para o povo.

                A cada dia que passa, vemos uma nova modalidade e um novo tipo de roubar o dinheiro do povo. E o pior, quase ninguém vai preso. A morosidade de nossa justiça é conivente com tudo isso. O político de hoje só vai ser julgado mesmo daqui a 10, 15 ou talvez 20 anos – quando o crime estiver expirado, quando ele estiver caducando, quando ele tiver gasto tudo que roubou, quando ele tiver usufruído de tudo que pode às nossas custas.

                Pobre país rico, o Brasil. Nas mãos de uma porção de pessoas de má índole, ávidos pela ganância de roubar, prontos para desviar metade de uma verba pública aqui e outra ali. Se preciso for ainda roubar até o banco que lhe empresta dinheiro e se possível ainda mandar uma banana para o povo em época que não seja de eleição.

                E todas estas notícias vindas de Brasília, vindo de obras públicas lesadas, vindo de obras públicas paradas, vindo de obras públicas superfaturadas, vindo de desvios da saúde, oriundas da educação em contas particulares, da segurança pública voltada para a segurança particular. Todas estas notícias que vejo na tevê de contas de paraísos fiscais, de prisões de alguns corruptos, de brigas por causa de uma secretaria, de querer ser parte do primeiro mundo se aqui no interior do Brasil ainda estamos no terceiro, de querer tapar o sol com a peneira, de ludibriar o povo para ganhar mais votos, de mentir descaradamente com a intenção de enganar, de posar de terno e gravata sendo que deveria estar em um uniforme listrado de uma penitenciária qualquer…

                Paro e penso em como o Brasil deveria ser mais sério, ter leis mais rígidas, ter caráter, ter postura, ser dirigido por gente honesta e direita. Penso em como este povo que nos representa deveria ter vergonha de olhar para o povo, de andar na rua, de deixar seus nomes entrarem para a história, de pedir voto na sua casa…

                Temos pessoas sérias, temos. Temos homens íntegros, temos. Mas o que aparece mesmo são as coisas erradas. E as coisas erradas são como bola de neve em uma avalanche. E a política cai no descrédito. A política deixa de ser verdadeira. A política passa a ser negócio e profissão. A política passa a ser lucrativa. A política passa a ser meio de vida.

                Afinal, qual político no Brasil ganha um salário mínimo? Qual político tem filho em escola pública? Qual político vai pra fila do SUS? Qual político precisa de segurança pública se estão ladeados de segurança particular? Qual político quer ouvir críticas? Qual político faz aquilo que se prontificou a fazer quando foi a sua casa pedir o seu voto? Qual político mora na roça, come arroz com feijão e tem de acordar cedo? Qual político ganha um salário mínimo? Qual político te recebe em casa a não ser em época de eleição? Qual político vai jogar bola com você e sua turma no campo do seu bairro em época que não seja de eleição? Qual o político foi te visitar um ano depois que foi eleito? Qual político ligou pra você pra saber o que seu bairro precisa, o que a sua rua necessita, o que o seu povo precisa?

                Qual político fez a política que prometeu em campanha?

                Eu ando por todos os lados e escuto de tudo. O povo está insatisfeito. O povo está triste com a situação brasileira, com a situação do estado e da sua cidade. O povo anda no meio do esgoto à céu aberto, na rua com mato e sem calçada. O povo sente a poluição no ar. O povo está preso em casa por causa da violência. O povo reza pra não ficar doente, por que sabe que se ficar doente não tem médico para atendê-lo. O povo não tem dinheiro pra comer uma pizza no final de semana com a família. O povo tem medo do amanhã.

                O povo está vendo toda esta farra com o dinheiro público – carros, festas, almoços, altos salários, brindes, viagens, mordomias, pizzas – e fica em casa vendo tevê – e pensando em como mudar tudo. O povo parece só não acreditar que tem força para mudar. Mas uma hora destas vão acordar…

                E vão parar de pagar o preço da pizza que não comem…

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