16 de abril de 2026

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EMPRÉSTIMO DE R$ 20 BI APROVADO PELO CONSELHO DOS CORREIOS É VIABILIZADO COM GARANTIA DO GOVERNO LULA

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O empréstimo de R$ 20 bilhões que será contratado para reestruturar os Correios foi aprovado pelo conselho de administração da companhia na manhã deste sábado (29/11). Segundo pessoas a par do tema, a proposta aprovada atende ao valor integral solicitado pela empresa e foi apresentada por um sindicato de cinco bancos: Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. A operação terá garantia do Tesouro Nacional, que honrará os pagamentos em caso de inadimplência, o que torna praticamente nulo o risco de prejuízo para os bancos.

A Caixa Econômica Federal, que participou do início das negociações, não deu continuidade às conversas. Procurados, os bancos não tinham se manifestado até a publicação desta reportagem. Em ocasiões anteriores, as instituições disseram não comentar casos específicos. Os Correios também não responderam até o momento. A taxa de juros ficou um pouco abaixo da proposta anterior, de 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), mas a avaliação é que as condições no geral melhoraram.

Flexibilidade

Agora, as condições ficaram mais flexíveis, embora o custo ainda tenha ficado próximo dos 136% do CDI.

BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil já são credores dos Correios em uma operação de R$ 1,8 bilhão contratada no primeiro semestre deste ano e que deve ser quitada com os recursos do novo empréstimo. O Banco do Brasil, por sua vez, participa desde o início das conversas. O Safra entrou no sindicato na segunda rodada.

A conclusão das tratativas do empréstimo é essencial para dar fôlego de caixa à empresa, que passa por dificuldades financeiras. A companhia acumula prejuízos crescentes desde 2022. Neste ano até setembro, a estatal teve um saldo negativo de R$ 6,1 bilhões.

A contratação da operação está diretamente vinculada ao plano de reestruturação da empresa. Ele é tido como o “ponto central” para sustentar a decisão dos bancos sobre a capacidade de recuperação dos Correios e, consequentemente, a viabilidade do pagamento das prestações.

Como mostrou a “Folha de S.Paulo”, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve editar um decreto e uma portaria interministerial para abrir caminho à concessão da garantia do Tesouro Nacional à operação. 

 

Fonte: FolhaPress – Por: Idiana Tomazelli

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