A cidade de Camaçari, conhecida nacionalmente por abrigar algumas das praias mais visitadas do litoral norte da Bahia, enfrenta um cenário de alerta diante do aumento de registros de afogamentos ao longo de sua faixa costeira. O tema ganhou repercussão após questionamentos sobre a quantidade de salva-vidas disponíveis nas praias, especialmente durante os dias úteis.
De acordo com o presidente da Associação dos Salva-Vidas de Camaçari (AGMAC), Edevaldo Netto, somente em um período recente foram contabilizados 116 casos de afogamento no município. Ele atribui parte do problema à redução do efetivo de profissionais e à fragilidade do modelo atual de contratação. O dirigente critica o fato de o serviço de salva-vidas continuar sendo terceirizado. Para ele, esse modelo compromete a qualidade do atendimento, ao permitir a entrada de pessoas sem a qualificação adequada para atuar em uma função de alto risco.
A orla de Camaçari possui 42 quilômetros de extensão, abrangendo localidades como Arembepe, Barra do Jacuípe, Guarajuba e Itacimirim, áreas com grande fluxo de moradores e turistas. Segundo a AGMAC, algumas dessas praias ficam sem cobertura fixa de salva-vidas durante a semana, dependendo do apoio do Corpo de Bombeiros, que atua prioritariamente às sextas-feiras, sábados e domingos.
Em nota oficial, a Prefeitura de Camaçari, por meio da Defesa Civil, contestou as informações sobre ausência ou redução de profissionais. O órgão informou que, em dezembro de 2025, houve novas contratações, ampliando o efetivo de salva-vidas.
Segundo a gestão municipal, atualmente atuam 91 salva-vidas contratados, além do apoio de 14 profissionais do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia nos finais de semana, totalizando 105 profissionais distribuídos ao longo da orla. A prefeitura também informou que, em dezembro, foram registrados 20 casos de afogamento, todos com resgate bem-sucedido, e que, em janeiro, 30 ocorrências também tiveram desfecho positivo.
A Defesa Civil destacou ainda que todos os profissionais são treinados, atuam de forma integrada e que, aos fins de semana, o serviço é reforçado com postos fixos, motos aquáticas e quadriciclos para ampliar a capacidade de resposta nas praias do município.
Enquanto os dados seguem sendo debatidos, a situação reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos banhistas – que em sua maioria das ocorrências, sabem do perigo e se arriscam, alguns fizeram uso de bebida alcoólica, entre outras.

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