26 de março de 2026

DIAS D'ÁVILA ACONTECE

16 ANOS FAZENDO A NOTÍCIA DE SUA CIDADE

CIENTISTAS DESCOBREM QUE EXTENSÕES DE CABELO TEM SUBSTÂNCIAS ASSOCIADAS A CÂNCER

Compartilhe suas Notícias Preferidas!
Please follow and like us:

Muitas pessoas usam extensões de cabelo, como tranças e mega hair, para mudar o visual, mas o que poucos sabem é que produtos usados nesse processo podem fazer mal não só para o couro cabeludo, como também para a saúde de um modo geral. Um novo estudo encontrou várias substâncias químicas ligadas a problemas de saúde, incluindo o câncer, em produtos muito comuns no mercado.

A pesquisa foi feita pelo Silent Spring Institute e publicada na revista científica Environment & Health, da American Chemical Society. Os resultados aumentam o alerta sobre um tipo de produto que ainda tem pouca fiscalização, mas é usado por muita gente — especialmente por mulheres negras, que aparecem como as maiores consumidoras desse tipo de extensão. Dados citados pelos cientistas mostram que mais de 70% das mulheres negras disseram ter usado extensões de cabelo pelo menos uma vez no último ano. Esse número é bem mais alto do que o registrado entre mulheres de outros grupos raciais e étnicos, o que chama atenção para uma possível exposição maior a substâncias químicas ao longo do tempo.

A equipe liderada pela cientista Elissia Franklin comprou 43 produtos populares de extensões de cabelo, tanto pela internet quanto em lojas especializadas. Foram avaliadas extensões feitas de materiais sintéticos, geralmente derivados de plástico, e também opções consideradas biológicas, como cabelo humano, fibras de banana e seda.

Os pesquisadores também observaram o que os fabricantes prometem nos rótulos. Entre os produtos sintéticos, havia extensões anunciadas como resistentes ao fogo, ao calor ou à água. 

Segundo os autores, esses tratamentos químicos servem para aumentar a durabilidade dos fios, reduzir o risco de inflamabilidade e permitir o uso de calor durante a modelagem. O problema é que, na maioria das vezes, as empresas não informam quais substâncias são usadas para alcançar esses efeitos. Para descobrir o que realmente havia nas extensões, os cientistas aplicaram uma técnica chamada análise não direcionada, capaz de rastrear uma grande variedade de compostos, inclusive aqueles que não costumam ser investigados em testes tradicionais.

Combinando métodos avançados de laboratório, a equipe detectou mais de 900 sinais químicos nas amostras. A partir disso, foi possível identificar 169 substâncias diferentes, reunidas em nove grandes classes químicas.

Entre elas estavam compostos usados para diminuir a inflamabilidade, aumentar a flexibilidade dos plásticos e conservar os produtos. Muitos desses químicos já foram ligados, em estudos anteriores, a alterações hormonais, irritação da pele, problemas no desenvolvimento, efeitos no sistema imunológico e câncer. As únicas exceções eram produtos rotulados como “não tóxicos”.

Segundo os pesquisadores, a preocupação não é só com o que está dentro das extensões, mas também com a forma como elas são usadas. Os fios ficam em contato direto com o couro cabeludo, o pescoço e o rosto por longos períodos.

 

Related Images:

error: Content is protected !!
Verified by ExactMetrics