16 de abril de 2026

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ESCALA 6×1: TEM MUITO TRABALHADOR QUE NÃO VAI SER BENEFICIADO

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Mais de 70% dos trabalhadores com carteira assinada no Brasil podem ter a rotina transformada se o fim da escala 6×1 for aprovado — mas uma parte expressiva da força de trabalho não vai sentir nenhuma mudança. Médicos, advogados, professores, entregadores de aplicativo e servidores públicos estão entre os grupos que, segundo especialistas, ficam de fora da proposta em discussão no Congresso.

Ao menos três propostas tramitam simultaneamente no Legislativo. O debate ganhou força em 2025 e segue aquecido em 2026, com projetos que pedem a redução da jornada semanal de 44 horas para 40 ou até 36 horas. Mas a mudança, se aprovada, não alcança a todos. Confira quem fica de fora e por quê.

O que propõe o fim da escala 6×1?

escala 6×1 significa trabalhar seis dias seguidos com apenas um de folga, cumprindo as 44 horas semanais permitidas pela CLT. As propostas em tramitação buscam encerrar esse modelo.

PEC 8/25 prevê a redução gradual para 36 horas semanais. Já o projeto de lei do governo federal defende a diminuição para 40 horas semanais. Ambas têm como base a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o que já delimita o escopo de quem será ou não afetado.

Para entender quem fica de fora, é preciso compreender um ponto central: a CLT rege, principalmente, os trabalhadores com carteira assinada no setor privado. Isso exclui, de partida, uma parcela significativa da população ativa.

Profissões que ficam de fora do fim da escala 6×1

Com base em análises de especialistas da FEA-USP e da FGV Ibre, ao menos quatro grupos de trabalhadores não devem ser impactados pela mudança, mesmo que ela seja aprovada:

Trabalhadores autônomos: PJ, MEI, artistas e advogados

Profissionais que atuam como Pessoa Jurídica (PJ) ou Microempreendedor Individual (MEI) são formalizados, mas não estão sujeitos às normas da CLT. Isso porque não possuem vínculo empregatício com carteira assinada.

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