8 de maio de 2026

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FURACÃO MELISSA, MAIS POTENTE QUE O KATRINA, PASSA PELA JAMAICA COM DESTRUIÇÃO E MORTES E PODE CHEGAR A CUBA

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O poderoso furacão Melissa tocou o solo nesta terça-feira (28/10) na Jamaica com ventos fortes e chuvas torrenciais, tornando-se a tempestade mais poderosa a atingir a ilha caribenha.

Melissa, um furacão de categoria 5 (a máxima), atingiu o sudoeste do país perto da cidade de New Hope com ventos máximos sustentados de 295 km/h, mas enquanto avançava pela ilha, a tempestade foi rebaixada para categoria 4 pelo Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

No entanto, o NHC alertou que seguia sendo uma tempestade muito “poderosa” com ventos de até 240 km/h. “Esta é uma situação extremamente perigosa e que coloca vidas em risco”, indicou essa organização em seu último boletim.

A ilha já está há horas sofrendo com enchentes e ventos extremos provocados por Melissa, um dos furacões mais fortes registrados no Atlântico.

Apesar de ter acelerado um pouco seu deslocamento, o furacão avança lentamente, o que deve aumentar o risco de inundações catastróficas e deslizamentos de terra na Jamaica.

Sua potência supera a de alguns dos furacões mais devastadores dos últimos anos, como o Katrina, que devastou a cidade de Nova Orleans em 2005.

Sete mortes — três na Jamaica, três no Haiti e uma na República Dominicana — já foram atribuídas ao agravamento das condições meteorológicas devido à tempestade.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro jamaicano, Andrew Holness, quis ser honesto com a população sobre as consequências do furacão nas áreas mais atingidas. “Não acredito que haja infraestrutura nesta região que possa resistir a um furacão de categoria 5”, declarou.

 

Em câmera lenta

Segundo as previsões, Melissa deve alcançar o extremo oriental de Cuba na noite de terça-feira, após atingir a Jamaica. O Conselho de Defesa Nacional declarou a “fase de alerta” nas seis províncias do leste (Santiago de Cuba, Guantánamo, Holguín, Camagüey, Granma e Las Tunas).

As autoridades começaram a retirar cerca de 650 mil pessoas nessas províncias, onde a população está armazenando mantimentos e tentando assegurar os telhados de suas casas com cordas. As aulas e atividades laborais não essenciais foram suspensas.

Na Jamaica, a Cruz Vermelha, que distribuiu água potável e kits de higiene diante de possíveis interrupções nos serviços, destacou que a “lentidão” de Melissa aumentava a ansiedade.

“Era esperado que talvez passasse em quatro horas, mas Melissa não parece ser assim”, disse à AFP uma porta-voz da Cruz Vermelha, Esther Pinnock.

Estima-se até um metro de chuva, com inundações repentinas e deslizamentos de terra também previstos no Haiti, na República Dominicana e em Cuba.

Os cientistas afirmam que a mudança climática causada pelo ser humano intensificou as grandes tempestades, aumentando sua frequência.

 

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Fonte: AFP

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