Vice-presidente assume como interina, e membros do alto escalão do governo continua nas funções, enquanto EUA ignoram oposição. Em meio ao caos, venezuelanos tentam entender quem comanda.Os venezuelanos ainda tentam entender quem está no comando do país, um dia após a captura do presidente Nicolás Maduro pelas Forças Armadas dos EUA.
A investida americana na Venezuela neste sábado (03/01) destituiu o líder que havia sobrevivido a uma tentativa de golpe fracassada, vários motins no Exército, protestos em massa e sanções econômicas no país de 29 milhões de habitantes.
Em Caracas, a sensação de insegurança esvaziou rapidamente as ruas, exceto pelas longas filas que se formavam em locais como supermercados e postos de gasolina. No domingo, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, orientou a população a retomar as “atividades de todos os tipos”, afirmando que o Exército está mobilizado ao redor do país.
Após a ação militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que seu país assumiria o controle da Venezuela, possivelmente em coordenação com assessores mais confiáveis de Maduro.
Delcy Rodríguez, a primeira pessoa na linha de sucessão, atuou como vice-presidente de Maduro desde 2018, supervisionando grande parte da economia venezuelana dependente do petróleo, bem como seu temido serviço de inteligência.
O Supremo Tribunal da Venezuela ordenou no sábado que ela assumisse o cargo de presidente interina, e as forças militares a reconheceram no posto.
“Ela está essencialmente disposta a fazer o que consideramos necessário para tornar a Venezuela grande novamente”, disse Trump a repórteres sobre Rodríguez, que enfrentou sanções dos EUA durante o primeiro governo Trump por seu papel em minar a democracia venezuelana.
Segundo afirmou Trump, a líder da oposição, María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz no ano passado, não tem apoio suficiente para governar o país. A declaração foi vista por muitos como um gesto de desprezo à oposicionista.
Trump disse que Rodríguez teve uma longa conversa com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na qual ela disse que faria “o que for preciso” pelo país. “Não podemos correr o risco de que alguém assuma a Venezuela sem ter o bem do povo venezuelano em mente”, disse o presidente americano.
Já neste domingo, Rubio chamou de “prematura” a discussão sobre novas eleições na Venezuela. Segundo ele, o foco agora está nos “problemas que tínhamos quando Maduro estava lá”.

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