O presidente dos Donald Trump, avalia diferentes caminhos para anexar a Groenlândia, e recorrer às Forças Armadas é “sempre uma opção”, informou a Casa Branca na terça-feira, 6.
Segundo comunicado da secretária de imprensa, Karoline Leavitt, o presidente “deixou claro que adquirir a Groenlândia é uma prioridade para a segurança nacional dos Estados Unidos e que é vital para dissuadir nossos adversários na região do Ártico”, em referência ao território semiautônomo pertencente à Coroa da Dinamarca.
“O presidente e sua equipe estão debatendo várias opções para alcançar esse importante objetivo da política externa e, evidentemente, o recurso ao Exército dos Estados Unidos é sempre uma opção à disposição do comandante em chefe”, acrescentou.
Em entrevista à revista The Atlantic no domingo, 4, Trump disse “precisar da Groenlândia” para fortalecer o sistema de defesa americano, após ser questionado se a entrada das tropas americanas na Venezuela implicaria em uma maior disposição dos Estados Unidos para fazer intervenções militares na Groenlândia. “Nós precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa”, disse o republicano na ocasião.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, rebateu as declarações de Trump e disse que uma tomada de poder pelos Estados Unidos na Groenlândia equivaleria “ao fim da aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)“, aliança militar da qual a ilha faz parte.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, também criticou os comentários do republicano. Ele foi seguido por líderes europeus, que expressaram solidariedade a Nielsen e à Mette, ao defenderam a soberania da ilha do Ártico.

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