Dados atualizados da Transalvador revelam que um radar instalado em Salvador aplicou sozinho mais de 53 mil multas ao longo de 2025. O equipamento campeão de autuações está localizado no cruzamento da Avenida Paulo VI com a Rua das Camélias, somando exatamente 53.130 registros no período.
Na sequência do ranking aparecem dois radares posicionados em trechos distintos da Avenida Mário Leal Ferreira (Bonocô), que ocupa ainda a quinta colocação da lista. Juntos, os três equipamentos instalados na via ultrapassaram a marca de 100 mil infrações registradas em um único ano, consolidando a Bonocô como a avenida com maior recorrência no levantamento.
O estudo também evidencia a presença de outras vias estratégicas e de intenso fluxo. A Avenida Luís Viana Filho (Paralela) surge duas vezes entre os dez radares que mais multaram, com equipamentos instalados após a saída da 3ª Avenida do Centro Administrativo da Bahia (CAB) e nas proximidades do Parque Tecnológico da Bahia.
De acordo com o superintendente da Transalvador, Diego Brito, o alto número de autuações na Avenida Paulo VI está diretamente ligado ao desrespeito à faixa exclusiva de ônibus. “Muitos motoristas, seja por falta de atenção ou por escolha deliberada, utilizam a faixa destinada ao transporte coletivo e acabam sendo flagrados”, explica.
Já nas demais avenidas, o excesso de velocidade aparece como principal motivo das infrações. Na Bonocô, por exemplo, o limite foi reduzido de 70 km/h para 60 km/h em abril de 2025, mudança associada à implantação da motofaixa. A alteração é apontada como um fator decisivo para a repetição da avenida entre as líderes do ranking.
Na Bahia, as penalidades por velocidade acima do permitido variam conforme a gravidade:
R$ 130,16 para infração média;
R$ 195,23 para infração grave (de 20% a 50% acima do limite);
R$ 880,41 para infração gravíssima, quando o excesso ultrapassa 50%, com suspensão do direito de dirigir, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Segundo a Transalvador, os radares cumprem também um papel educativo. “Há trechos da Paralela onde as notificações praticamente desapareceram, porque os condutores sabem que o radar está ali e passam a respeitar as regras. Isso reduz acidentes”, ressalta Brito.
A autarquia reforça que a combinação entre radares e videomonitoramento é hoje uma das ferramentas mais eficazes para prevenir sinistros em vias movimentadas, garantindo fiscalização contínua sem gerar retenções no trânsito e atendendo às normas do Contran.
→ Insight profundo
O problema não é o radar. É o hábito do motorista que insiste em testar limites, mesmo sabendo que está sendo observado.

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