O agronegócio brasileiro está usando uma parcela significativa da água do país para produzir carne e soja.
Só a pecuária precisa de 10,1 bilhões a 10,4 bilhões de metros cúbicos de água ao ano para manter o rebanho. Esse volume, vindo de rios e aquíferos, é maior do que o utilizado pelas populações dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná e do Distrito Federal somadas, que é de 7,8 bilhões de m³.
Já as lavouras do principal grão exportado pelo Brasil consomem de 188 bilhões a 206 bilhões de m³ de água anualmente –ou sete vezes a capacidade da represa da usina hidrelétrica de Itaipu, de cerca de 29 bilhões de m³. Praticamente todo esse montante é proveniente de água da chuva, com a irrigação respondendo por aproximadamente 8% do total (0,96 bilhão a 1,7 bilhões de m³).
Os números são de uma nova análise da TRASE, iniciativa que rastreia cadeias produtivas, e se baseiam em bancos de dados da plataforma MAPBIOMAS e da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento). A pesquisa considera o período de 2015 a 2017, escolhido por representar a melhor qualidade e a compatibilidade dos dados necessários.
O setor agrícola é o maior usuário de água doce do mundo, representando 70% dos 4 trilhões de m³ utilizados pela humanidade em 2020, de acordo com o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos.
Como resultado dessa perda, menos água fica disponível para outros usos a jusante, como seres aquáticos, ecossistemas, consumo doméstico ou industrial e produção de energia.
Um estudo de 2024 mostrou que o desequilíbrio climático provocado pelo desmate gerou um prejuízo de US$ 1,03 bilhão (cerca de R$ 5,8 bilhões) na produção de soja e milho na amazônia de 2006 a 2019.
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Fonte: FolhaPress

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