A Neoenergia, responsável pela administração da Coelba, divulgou relatório referente a 2025 com lucro líquido de R$ 5 bilhões. Parte desse resultado foi impulsionada pela operação na Bahia, que registrou crescimento de 8% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 1,95 bilhão.
Apesar do desempenho financeiro, a renovação da concessão da Coelba, prevista inicialmente para encerrar em 2027, foi autorizada por mais 30 anos pelo Ministério de Minas e Energia no dia (6) de abril, sem previsão de pagamento adicional por parte da empresa. A decisão gerou críticas na Assembleia Legislativa da Bahia, onde parlamentares já haviam elaborado relatório recomendando a não renovação do contrato e a realização de nova licitação. O documento aponta problemas estruturais na prestação do serviço, como interrupções frequentes no fornecimento, alto volume de reclamações e dificuldades no atendimento em áreas produtivas. Dados de órgãos de defesa do consumidor indicam aumento nas queixas ao longo dos últimos anos. Em 2023, a concessionária liderou o número de reclamações fundamentadas registradas pelo Procon, com 689 ocorrências. Em 2024, ficou em segundo lugar, com 1.753 registros. Entre os principais problemas relatados estão quedas de energia e instabilidade no serviço.
E este mês, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou, nesta quinta-feira, 23, reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia elétrica no Brasil, incluindo a Neoenergia COELBA, em um processo periódico previsto nos contratos de concessão.
Na Bahia, a Neoenergia Coelba terá um aumento médio de 5,85%, impactando aproximadamente 6,92 milhões de unidades consumidoras.

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