O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que a França vai votar “não” ao acordo União Europeia-Mercosul, que deve ser votado pelas instâncias europeias nesta sexta (9), em Bruxelas, na Bélgica.
Em comunicado, Macron afirma que, apesar de “avanços incontestáveis” nas negociações – referência à inclusão de cláusulas adicionais, solicitadas pela França, de proteção do mercado e sanitárias-, “é preciso constatar uma rejeição unânime do acordo” pelos políticos franceses.
A decisão de Macron, que já era esperada, não deve alterar o resultado esperado da votação: a adoção do tratado pela UE. Tendo perdido o apoio italiano, a França não dispõe de uma minoria de bloqueio suficiente para o veto.
Espera-se que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viaje para a América do Sul para a cerimônia de assinatura formal com o Mercosul no Paraguai, na segunda-feira (12).
O anúncio de Macron nada fez para aplacar a ira dos agricultores franceses, contrários ao acordo. Nesta quinta (8), eles ocuparam com tratores o entorno do Arco do Triunfo e da Torre Eiffel, pontos icônicos de Paris.
Após a assinatura do acordo, ainda é necessária a aprovação do Parlamento Europeu. Outra alternativa para a França é judicializar a questão, contestando aspectos processuais.

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