Por Roger Lima, Jornal Dias d’Ávila Acontece – Dias d’Ávila, 20 de março de 2026 — O Março Amarelo, campanha nacional promovida pelo Ministério da Saúde, traz à tona um tema que afeta milhões de mulheres no Brasil: a endometriose. A doença, que atinge cerca de 10% das mulheres brasileiras em idade reprodutiva, ainda é pouco discutida, mas causa impactos significativos na qualidade de vida, na saúde física e emocional de quem convive com ela. Em Dias d’Ávila, a professora Maria Imperatriz tem se dedicado a conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do apoio às mulheres que sofrem com a endometriose.
A endometriose é uma doença crônica e inflamatória, caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio — que reveste o útero — fora da cavidade uterina, como nos ovários, trompas, bexiga e intestino. Esse tecido, ao responder aos estímulos hormonais do ciclo menstrual, provoca inflamação, dor e, em muitos casos, infertilidade.
A professora Maria Imperatriz, que acompanha de perto a realidade das mulheres em Dias d’Ávila, destaca que muitas diasdavilenses sofrem em silêncio, sem saber que os sintomas que enfrentam podem estar relacionados à endometriose. “É uma doença que afeta não apenas o corpo, mas também a autoestima, a vida profissional e os relacionamentos. Muitas mulheres demoram anos para receber um diagnóstico correto, e isso precisa mudar”, afirma.
Os sintomas da endometriose podem variar, mas os mais comuns incluem:
- Dores intensas durante a menstruação (dismenorréia);
- Dor pélvica crônica, que pode persistir fora do período menstrual;
- Dor durante as relações sexuais (dispareunia);
- **Sangramento menstrual excessivo ou irregular;
- Dificuldade para engravidar (infertilidade);
- Fadiga, náuseas e problemas intestinais ou urinários durante a menstruação.
Não há cura definitiva para a endometriose, mas existem tratamentos que aliviam os sintomas e melhoram a qualidade de vida. Entre as opções, conforme orientações médicas, estão:
- Uso de medicamentos, como anti-inflamatórios e hormônios (pílulas anticoncepcionais, progestágenos ou análogos de GnRH);
- Fisioterapia pélvica, para aliviar dores e melhorar a mobilidade;
- Cirurgia, em casos mais graves, para remover os focos de endometriose;
- Acompanhamento psicológico, devido ao impacto emocional da doença;
- Mudanças no estilo de vida, como alimentação balanceada e exercícios físicos regulares.
Para a professora Maria Imperatriz, o Março Amarelo é uma oportunidade de quebrar tabus e incentivar as mulheres a buscarem informações e ajuda. “Precisamos falar sobre endometriose nas escolas, nos postos de saúde, nas redes sociais. Quanto mais informadas as mulheres estiverem, mais cedo poderão buscar tratamento e evitar complicações”, ressalta.

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