Por Roger Lima, Jornal Dias d’Ávila Acontece – Dias d’Ávila, 20 de março de 2026 — O Março Lilás, campanha nacional promovida pelo Ministério da Saúde, coloca em evidência um tema fundamental para a saúde da mulher: a prevenção do câncer do colo do útero. A doença, que ainda figura entre as principais causas de morte de mulheres jovens no Brasil, pode ser evitada com medidas simples, como a vacinação contra o HPV e a realização regular de exames preventivos, como o Papanicolau.
De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer do colo do útero é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres brasileiras, atrás apenas do câncer de mama e do colorretal. A infecção pelo vírus HPV (Papilomavírus Humano) é a principal causa da doença, responsável por 99% dos casos. No entanto, com a vacinação — disponível gratuitamente no SUS para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos — e o diagnóstico precoce, é possível reduzir drasticamente os índices de mortalidade.
O Dr. Yang Fonseca, médico da Clisanna, reforça que a prevenção é a arma mais poderosa contra o câncer do colo do útero. “A vacina contra o HPV é segura e eficaz, e o exame preventivo, quando feito regularmente, pode detectar alterações celulares antes que se tornem cancerígenas. Mulheres entre 25 e 64 anos devem realizar o Papanicolau a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos negativos”, explica o médico.
Dr. Yang também destaca que, embora o HPV seja a principal causa, outros fatores de risco — como tabagismo, sistema imunológico enfraquecido e início precoce da vida sexual — podem contribuir para o desenvolvimento da doença. “A prevenção não se resume apenas à vacina ou ao exame. É preciso adotar um estilo de vida saudável e estar atenta aos sinais do corpo”, orienta.
A campanha Março Lilás busca conscientizar a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. “Muitas mulheres ainda morrem por falta de informação ou por não terem acesso a serviços de saúde. O câncer do colo do útero é evitável, e é nosso dever disseminar esse conhecimento”, afirma Dr. Yang.
O médico lembra que, além da vacinação e dos exames, a educação sexual e o acompanhamento ginecológico regular são essenciais. “Uma mulher informada e consciente dos riscos tem muito mais chances de se prevenir e, se necessário, buscar tratamento no estágio inicial da doença, quando as chances de cura são maiores”, conclui.

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