27 de abril de 2026

DIAS D'ÁVILA ACONTECE

16 ANOS FAZENDO A NOTÍCIA DE SUA CIDADE

CASO EIKE E CABRAL: SUBORNO CIRCULOU POR SEIS PAÍSES

Compartilhe suas Notícias Preferidas!
Please follow and like us:

A quadrilha comandada pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) movimentou recursos em dez contas no exterior, num total de seis países, afirma o Ministério Público Federal (MPF). De acordo com a procuradoria, foram usadas contas em Nova York (Estados Unidos), Genebra (Suíça), Luxemburgo, Bahamas, Uruguai e Andorra.

A complexa operação financeira foi descrita pelos operadores do mercado financeiro Renato Hasson Chebar e Marcelo Hasson Chebar, que firmaram acordo de delação premiada com o MPF.

Eles auxiliaram o envio de recursos de Cabral para o exterior desde 2002, quando o peemedebista era deputado e disputou a eleição para o Senado. Os dois interromperam os serviços, quando, segundo Renato, o grupo já acumulara ativos estimados em US$ 100 milhões.

De acordo com os operadores, o envio ocorreu sistematicamente até 2013. A partir daí, eles ficaram responsáveis por pagar contas determinadas pelos operadores do ex-governador, Carlos Miranda, Luiz Carlos Bezerra e Sérgio de Castro Oliveira – os dois primeiros já estavam presos desde novembro, e o último, agora, na deflagração da operação Eficiência. Um dos pagamentos realizados foi feito em favor da H. Stern, joalheria já citada na Calicute, desdobramento da Lava Jato.

Segundo investigadores, a compra de joias era uma forma de ocultar o patrimônio obtido com propinas. Os operadores financeiros pagaram  229 mil para a joalheria para quitar a compra de duas joias – um par de brincos e de um anel de safira, no valor total de R$ 773 mil.

Renato afirmou que conheceu Cabral na década de 1990, quando o então deputado fazia pequenas compras de dólar para viagens no exterior. Quando o escândalo do propinoduto foi divulgado, Cabral o procurou preocupado em razão de contas que tinha no Israel Discount Bank of New York, nos Estados Unidos. Ele repassou os US$ 2 milhões lá depositados para contas de Renato Chebar. A partir daí, o operador passou a receber recursos de emissários de Cabral para seguir alimentando as contas no exterior.

Entre 2002 e 2007, foram repassados por operações dólar-cabo (entrega de reais no Brasil para que fossem creditados recursos no exterior) US$ 6 milhões.

Após o Israel Discount Bank de Nova York ter sido vendido, a nova administração expurgou operadores do mercado ilegal de câmbio, tendo os colaboradores migrado os recursos para diversas outras contas em paraísos fiscais, diz a petição do MPF.

Neste momento, foram usadas outras nove contas, em outros cinco países. A partir de 2007, no entanto, o volume de propina recebida começou a ficar tão grande que os colaboradores não conseguiram mais encontrar pessoas no Brasil para fazer as operações fragmentadas de dólar-cabo, diz a procuradoria. Neste momento, Renato afirma que procuraram ajuda de um doleiro identificado como Juca, que vive no Uruguai.

Related Images:

error: Content is protected !!
Verified by ExactMetrics